sexta-feira, 20 de abril de 2012

Estudo inédito mapeia dez diferentes tipos de câncer de mama

Um estudo inédito revelou que o que se conhece atualmente como câncer de mama pode ser desdobrado em dez diferentes tipos, abrindo caminho para uma revolução no tratamento, que deve ficar cada vez mais específico para cada tipo de tumor.

A pesquisa, realizada por cientistas do Canadá e do Reino Unido e publicada na prestigiada revista "Nature", analisou mais de 2 mil mulheres com câncer, e seus resultados devem começar a ser aplicados em hospitais dentro de no mínimo três anos.

Para os especialistas, é possível comparar o câncer de mama a um mapa do mundo. Os exames atuais, mais abrangentes, teriam a capacidade de classificar a doença em diferentes "continentes".

Agora, com as novas descobertas, será possível mapear a doença em até dez diferentes tipos, com um grau de definição muito maior, como se fossem "países".

"O câncer de mama não é uma doença, mas sim dez diferentes doenças", disse o chefe do estudo, Carlos Caldas.

"Nossos resultados abrem caminho para que no futuro os médicos possam diagnosticar que tipo de câncer uma mulher tem e os tipos de remédios que vão ou não funcionar, de uma maneira muito mais precisa do que é possível atualmente", acrescenta o pesquisador.

No momento, os tumores são classificados de acordo com sua aparência sob as lentes de microscópios e exames com "marcadores".

Aqueles identificados com "receptores de estrogênio" deveriam responder a tratamentos que utilizam o tamoxifeno (um modulador seletivo da recepção deste tipo de hormônio) e os classificados com "receptores Her2" deveriam sofrer impacto da terapia com o medicamento Herceptin.

A grande maioria dos tipos de câncer de mama (mais de 70%) responde bem aos tratamentos com hormônios. Entretanto, a reação às terapias varia muito. "Alguns respondem bem, outros fracassam terrivelmente. Claramente precisamos de uma classificação mais detalhada", diz Caldas.

REVOLUÇÃO

Os pesquisadores analisaram detalhes da genética celular de mais de 2 mil tumores, levando em consideração quais genes haviam sofrido mutação, quais estavam se multiplicando e quais estavam sendo desligados.

Após as análises, as células cancerígenas foram agrupadas em dez diferentes classificações, denominadas "IntClust" um a dez.

"Este é o maior estudo já realizado sobre os diferentes tipos de tumores de câncer de mama e vai alterar a maneira com a qual analisamos a doença, tendo um impacto enorme na forma de diagnosticar e tratar o câncer de mama nos próximos anos", disse Harpal Kumar, chefe do instituto de Pesquisa do Câncer do Reino Unido, que financiou a pesquisa.

Os cientistas precisam agora comprovar os benefícios da nova classificação antes que médicos e hospitais de todo o mundo passem a utilizá-la--um processo que pode levar de três a cinco anos.

Para Delyth Morgan, chefe de campanhas contra o câncer de mama no Reino Unido, o estudo pode "revolucionar a maneira com a qual a doença é diagnosticada e tratada".

A pesquisa é um exemplo do que se conhece atualmente por "medicina personalizada" -que consiste em tratar uma doença a partir do mapeamento detalhado de seu comportamento genético.

O princípio pode, no futuro, ser aplicado às pesquisas que medem a resposta a medicamentos para doenças cardiológicas e tratamentos para conter o vírus HIV, dentre outros.

FONTE: BBC BRASIL

Força Aérea Brasileira oferece 14 vagas em concurso para farmacêutico

No total são 14 vagas nas especialidades: Farmácia Bioquímica, Farmácia Hospitalar e Farmácia Industrial

Após aprovação, candidatos vão ingressar no Curso de Adaptação de Farmacêuticos da Aeronáutica. (Foto: Divulgação)

A FAB (Força Aérea Brasileira) está com inscrições abertas para o concurso de carreira de Oficial Farmacêutico. Os candidatos podem se inscrever até o dia 10 de maio.

No total são 14 vagas nas especialidades: Farmácia Bioquímica, Farmácia Hospitalar e Farmácia Industrial, para as cidades de Campo Grande, São Luís do Maranhão e Alcântara, Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Belém, Recife, Porto Alegre e Canoa, Curitiba e São José dos Pinhais.

Após aprovação no concurso, os candidatos vão ingressar no Curso de Adaptação de Farmacêuticos da Aeronáutica (Cafar), ministrado no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O curso tem duração de 18 meses.

A prova escrita será realizada no dia 17 de junho de 2012.

Para conferir o edital do concurso, fazer inscrição e imprimir boleto bancário clique aqui.

Outras informações clique aqui

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Anti-inflamatórios protegem contra doenças do Coração.

Estudos apontam novo tratamento para mal que mais mata no mundo.

Rio - Alguns medicamentos anti-inflamatórios, utilizados para tratamento da artrite, podem ter efeitos positivos também contra doenças cardiovasculares, as que mais causam mortes no mundo. A descoberta foi apontada por dois levantamentos internacionais publicados na revista médica ‘The Lancet’.

Segundo os cientistas envolvidos nos projetos, uma proteína importante no processo inflamatório também combateria o desenvolvimento da aterosclerose — inflamação que forma placas dentro dos vasos sanguíneos.

Desta forma, remédios que controlam essa inflamação podem proteger o sistema cardiovascular – um deles já é usado no tratamento da artrite reumatoide.

A comunidade científica internacional já vinha estudando a ligação entre esses anti-inflamatórios e doenças do coração, mas só agora, com os dois levantamentos, ela foi comprovada.

Um dos dois levantamentos publicados na mais recente edição da revista ‘The Lancet’ analisou 82 estudos, que cobriram, ao todo, mais de 200 mil pessoas no mundo. O outro levantamento reuniu 40 estudos que tiveram 133 mil participantes.

Droga anticâncer aliviaria portadores de Alzheimer

Outra descoberta movimentou a comunidade científica ontem. Cientistas americanos afirmaram que um remédio contra o câncer (epotilona) melhorou a memória de ratos idosos com Alzheimer. As cobaias foram tratadas por três meses, mas seres humanos teriam que receber a droga por mais tempo, já que o Alzheimer é uma doença degenerativa crônica. Novas pesquisas precisam ser feitas para verificar se um tratamento longo seria nocivo.

FONTE: O DIA – RJ